“É inútil a todos o arrazoar, como o dos filósofos, acerca do labor do mundo. Só quem foi primeiramente humilhado pela pregação do evangelho aprendeu a submeter toda sua sabedoria intelectual (conforme expressa Paulo) à loucura da cruz. Nada acharemos, afirmo eu, na terra ou no céu, capaz de nos elevar até Deus, enquanto Cristo não nos instruir na sua própria escola. Mas isso não pode ser feito a menos que nós, havendo emergido dos abismos mais profundos, sejamos levados para cima, para além de todos os céus, na carruagem da sua cruz, a fim de podermos apreender pela fé as maravilhas que o olho jamais viu, que o ouvido nunca ouviu e que ultrapassam em muito nossos coração e mente. Lá, o reino invisível de Cristo preenche todas as coisas e a difusão da sua graça espiritual tudo permeia. Todavia isso não nos impede de aplicar nossos sentidos à consideração do céu e da terra, para que assim possamos buscar confirmação no verdadeiro conhecimento de Deus. Pois Cristo é a imagem na qual Deus apresenta à nossa vista não apenas o seu coração, mas também suas mãos e pés. Dou o nome de seu coração àquele amor secreto com o qual nos abraça em Cristo, pelas suas mãos e pés eu entendo essas suas obras manifestadas aos nossos olhos”.
João Calvino, Devocionais & Orações: Meditando com os Profetas Menores (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 18.07.2010
Enquanto o homem enxergar a culpa como um problema da ciência e não da religião, a influência de Sigmund Freud permanecerá impregnada na mente do homem moderno. Freud foi um arquiteto da mente moderna – um construtor profano – como Marx e Darwin. Ele foi também um inimigo da religião – especificamente da Bíblia e dos seus padrões absolutos. Ele cria que o teísmo bíblico era a “ilusão” que compunha o problema de culpa central do homem. Freud queria que o homem aceitasse seu predicamento moral sem referência ao pecado.
A motivação de Freud para a psicanálise foi a remoção da culpa em prol da autoaceitação. Ele postulou que o predicamento moral do homem era inescapável e a culpa inevitável, a menos que o homem pudesse chegar a um acordo com a sua prisão moral. Essa ideologia gerou a nova moralidade dos nossos tempos, em que tanto o homossexual como o cristão devem aceitar e abraçar um estilo de vida imoral. O fato de o homossexual condenar a si mesmo é chamado agora de doença mental, e o de alguém condenar o homossexual, de prova de doença mental.
Essa é uma ética destrutiva, consistente com o fato de Freud ver a si mesmo como um destruidor. Seu propósito era dissociar a culpa do pecado, tornando-a um problema da ciência e não da fé. Por meio dessa revisão Freud esperava destruir a religião.
Mas a remoção da influência religiosa cristã leva apenas à tirania, à medida que o Deus cristão é substituído pelo governo ditatorial da elite científica. O Totalitarismo assume o lugar do Deus Trino à proporção que os governantes científicos buscam controlar cada faceta da vida. A terapia de Freud era socialismo científico: um sincretismo das agendas científicas e políticas do homem moderno.
Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.
A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.
R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 15.07.2010
A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.
A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.
R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 04.07.2010
À pergunta, se Deus cura o doente hoje, respondemos que, por ser Deus onipotente, sabemos que ele pode curar qualquer pessoa — ele é capaz de até mesmo ressuscitar o morto. E visto que Deus é soberano, ele age como lhe agrada, e ninguém pode lhe dizer: “O que fazes?” (Jó 9.12). Ninguém pode desafiar sua decisão e sua justiça. Portanto, ele pode curar alguns, mas não outros, e em cada caso necessita ter razões suficientes para satisfazer somente a si mesmo por sua decisão, quer ele nos revele ou não essas razões.
Vincent Cheung, Cura Bíblica (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 06.03.2010
Eis alguns dos livros de R. J. Rushdoony que serão publicados pela Editora Monergismo em 2010, se Deus quiser (os títulos não são definitivos ainda!):
1- Freud
2- Um Estudo do Efeito do Neoplatonismo sobre o Cristianismo
3 – A Necessidade da Teologia Sistemática
4 – Lei e Liberdade
5 – Cristianismo e Estado
6 – Cobiça no Coração: A Economia de Satanás e o Estado Inflacionário
Veja aqui outros livros já publicados.
Postado em Livros por F. Sabino 12.01.2010
Embora Brunner acuse Schleiermacher de autocontradição — devendo, por isso, ser rejeitado — também censura os teólogos evangélicos por deduzirem logicamente a predestinação de Romanos 9. A eleição é ilógica, diz ele. Logicamente, a eleição aponta para um Deus que não é amor. Não se pode ter ao mesmo tempo a lógica e um Deus amoroso. Calvino é lógico, por isso devemos repudiar o calvinismo. Calvino pensava equivocamente que a teologia tivesse a ver com a “einsichtige Vernunftswahrheit” [verdade racional inteligente]. Calvino era lógico. Paulo era ilógico. Logo, portanto, (pela boa lógica?) devemos ser ilógicos como Paulo.
Gordon H. Clark, Em Defesa da Teologia (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Sem categoria por F. Sabino 17.12.2009
A Teologia, aclamada no passado como “A Rainha das Ciências”, hoje mal chega à posição de lavadora de pratos. É sempre desprezada, considerada como suspeita ou é simplesmente ignorada. Tal aversão manifesta-se de várias formas entre grupos diferentes. Em primeiro lugar, muitas pessoas dedicadas e instruídas que frequentam a igreja, às quais falta instrução teológica, simplesmente ignoram a teologia. Outras pessoas, ateístas, geralmente instruídas e que não desconhecem totalmente a teologia, devotam-lhe desprezo mundano. O terceiro grupo, os neo-ortodoxos, é igualmente bem informado e professa a religião de maneiras extraordinárias, despreza a teologia sob a alegação de que ela separa artificialmente o homem de Deus. Além desses, há outro grupo igualmente dedicado que consiste daqueles que têm estudado mais teologia do que se prega nos púlpitos das igrejas.
Gordon H. Clark, Em Defesa da Teologia (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 16.12.2009
Os cristãos não podem crer no senhorio e soberania do Estado. Só Jesus Cristo é o Senhor. Devemos rejeitar todas as outras reivindicações de soberania. Pouco a pouco a igreja tem-se afastado da lei de Deus e da soberania divina; tem-se tornado periférica à sociedade e rendido a liderança ao Estado. Das duas uma, ou revertemos esse processo, ou a igreja acabou-se.
Rousas J. Rushdoony, “O Ateísmo da Igreja Primitiva” (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 03.11.2009
Quando lemos as epístolas que Paulo escreveu para uma variedade de lugares, devemos sempre levar em conta que Deus intentava que elas servissem não apenas para uma época ou para determinado povo; mas, para sempre, e para toda a igreja em geral. E, na verdade, caso alguém considere bem a doutrina que nelas está contida, ficará fácil discernir que a intenção de Deus era ser ouvido por meio das coisas que são ali faladas, até o fim do mundo; e, também, que ele possui tal cuidado por nós que não ignorou nem se esqueceu de coisa alguma que pudesse contribuir para o progresso de nossa salvação. A suma dessa Epístola que eu ora tenho em mãos para expor é que Paulo confirma os que já haviam sido instruídos no evangelho, a fim de que eles soubessem que nisto é que eles devem descansar, sobre a verdadeira e perfeita sabedoria, e que não é lícito adicionar coisa alguma a ela.
Paulo nos conta que os benefícios que nos são trazidos por nosso Senhor Jesus Cristo e dos quais somos feitos partícipes por intermédio de seu evangelho são tão excelentes que seguramente seremos extremamente ingratos se corrermos para lá e para cá como as pessoas que jamais descansam ou se contentam. Depois, mostra-nos ainda o que temos em Cristo, para que nos apeguemos a este de modo a não aceitar buscar em nenhum outro lugar, mas nos assegurarmos de que ele adquiriu tudo para nós.
Por outro lado, ele nos revela que Cristo tão bem proveu por sua igreja que, se soubermos como utilizar os dons da graça que ele nos oferece, teremos plena e perfeita felicidade. Junto com isso, avisa aos que são instruídos na verdade do evangelho que levem uma vida santa, demonstrando que têm aproveitado devidamente a escola de Deus.
João Calvino, Sermões em Efésios (Publicado pela Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 26.10.2009
Um dos princípios mais básicos para um entendimento correto da mensagem da Bíblia é que a Escritura interpreta a Escritura. A Bíblia é a Palavra santa, infalível e inerrante de Deus. É a nossa autoridade mais alta. Isso significa que não podemos buscar uma interpretação autoritativa do significado da Escritura fora da própria Bíblia. Significa também que não devemos interpretar a Bíblia como se ela tivesse caído do céu no século XX. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século, e por isso devemos tentar entendê-lo em termos dos seus leitores do primeiro século. Por exemplo, quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus”, nem ele nem os seus ouvintes tinham em mente algo remotamente similar ao que o homem comum moderno pensaria se ouvisse alguém sendo chamado de “cordeiro” na rua. João não quis dizer que Jesus era doce, carinhoso, amável ou lindo. Na realidade, João não estava de forma alguma se referindo à “personalidade” de Jesus. Ele quis dizer que Jesus era o Sacrifício sem pecado para o mundo. Como sabemos isso? Porque a Bíblia nos diz assim.
David Chilton, A Grande Tribulação (Futuro lançamento da Editora Monergismo).
Postado em Livros por F. Sabino 15.10.2009