A Luta Pela Bênção do Café da Manhã

April 23rd, 2009 by Felipe Sabino

Esta meditação é para famílias, mas espero que outros também sejam ajudados por ela. Estou presumindo que os membros das famílias de crentes procuram tomar café da manhã juntos - ou ter algum tipo de momento familiar com a Palavra e a oração, antes de saírem para suas diferentes atividades. Embora haja ocasiões da vida em que isto seja difícil ou impossível, não se esforçar por usufruir destes momentos parece contrário ao ensino de Deuteronômio 6.7: “Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”.

Isto exige esforço. Todos gostam de se levantar em horas diferentes. Por isso, você tem de decidir quão importante acha estes momentos familiares com a Palavra de Deus. E isto é possível às criancinhas, aos adolescentes e aos pais. Talvez você tenha de trabalhar por esses momentos. Mas eles podem ser conquistados.

No entanto, uma vez que os tenha conseguido, o que deve fazer? Para muitos de nós, a manhã é o tempo do dia em que nos sentimos mais melancólicos e menos animados. Alguns dizem que os adolescentes não são completamente humanos até à metade da manhã. O pai pode sentir que tremenda pressão se avulta adiante. A mamãe pode sentir-se exausta devido a muitas inquietações. Os pequeninos podem estar mal-humorados.

Qual é a razão de ser deste momento? Pai, a razão é que você transmita graça à sua família. Se não há pai na família, então, a tarefa compete a você, mãe. Como você transmite graça à sua família?

 

Efésios 4.29 nos oferece parte da resposta:

 

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.

 

A chave de transmitir graça à família são os lábios do pai.

Oh! pais! Que tesouro é a graça proveniente dos seus lábios no café da manhã!

 

1. Não falem palavras torpes.

 

Nenhuma palavra corrompida. Nenhuma palavra sem proveito. O que isto significa? Talvez a melhor interpretação seja a frase seguinte, onde este assunto é apresentado de maneira positiva.

 

2. Falem somente palavras que forem boas para edificação.

Tenham como alvo o edificar a fé da família, por meio do que vocês dizem. Não confundam isso com o fortalecer o ego deles. Não estamos falando sobre auto-estima. Estamos falando sobre o promover a fé e a esperança em Cristo Jesus. “Edificação” implica uma confiança crescente nas promessas de Deus compradas pelo sangue de Cristo. Pais, venham ao café da manhã com palavras de esperança para os membros de sua família. Conte-lhes algo sobre Deus e Cristo que lhes ajudarão a serem fortes naquele dia.

 

3. Falem palavras que satisfaçam a necessidade do momento.

Algumas promessas de Deus são mais adequadas a determinadas circunstâncias do que outras. Se os filhos já têm idade suficiente, perguntem-lhes quais serão as necessidades e desafios daquele dia. Ou perguntem-lhes na noite anterior. Dêem-lhes algo de Deus que os ajudará a serem fortes, na força do Senhor, naquele dia.

 

4. Esta é a maneira como vocês transmitem graça à família.

Mas isto pressupõe algo - ou seja, a ira não pode ser o sentimento predominante do coração de vocês. Existe um tipo de ira que é santa. A maioria das expressões de ira não é santa. Por isso, Paulo acrescentou: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.31). A ira maliciosa é mortal. Um dos seus efeitos mais perniciosos é a ruína da capacidade que o pai têm para abençoar a família. O coração do pai está tão irado, que sua boca está constantemente amarga. Oh! que haja doçura nos lábios dos pais! Oh! que haja pais profundamente satisfeitos! “Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl 34.1). Isso é que o abençoar a família pressupõe.

Pais, como vocês podem chegar a este ponto? Resposta:

Perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave (Ef 4.32-5.2).

 

Pais, vocês já conhecem a alegria de ter o perdão de uma dívida impagável? Vocês já viram Jesus sofrer horrivelmente a fim de comprar o perdão de vocês? Conhecem a maravilha de ouvir a Deus chamando-os de “filhos amados”? Não apenas “filhos”. Mas “filhos amados”. Pais, levantem-se bem cedo para encharcarem a própria alma com estas coisas. Assim, vocês trarão o aroma de Cristo à mesa do café. A longo prazo, não importando quão amuada pareça a família, esta bênção retornará aos milhares sobre a cabeça de vocês.

Extraído do excelente livro: Penetrado pela Palavra, John Piper, Editora Fiel

A. W. Pink sobre roubar a Deus

January 21st, 2009 by Felipe Sabino

“Não furtarás”. A mais alta forma desse pecado é onde ele é cometido contra Deus, o que é sacrilégio. Na antiguidade ele acusou Israel desse crime: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação” (Ml 3.8-9). Mas existem outras maneiras pelas quais essa transgressão pode ser cometida além da recusa em sustentar financeiramente a causa de Deus sobre a Terra. Deus é roubado quando retemos a glória que a ele é devida, e somos ladrões espirituais quando arrogamos para nós mesmos a honra e o louvor que só a ele pertencem. Os arminianos são grandes transgressores aqui, atribuindo ao livre-arbítrio o que é produzido pela livre graça. “Não me escolhestes vós a mim”, disse Cristo, “mas eu vos escolhi a vós” (Jo. 15.16) “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós” (1 João 4.10).

Fonte: Os Dez Mandamentos, A. W. Pink, Publicações Monergismo (no prelo, a ser lançado em Fev/2009).

He Shall Have Dominion

January 20th, 2009 by Felipe Sabino



He Shall Have Dominion, Kenneth L. Gentry, Jr, ICE (1992)

p. 159-164 - PDF 

p. 164-172 - PDF 

p. 328-333 - PDF 

p. 349-360 - PDF 

p. 370-374 - PDF 

p. 407-408 - PDF 

p. 468-473 - PDF

p. 473-476 - PDF 

p. 479-482 - PDF

p. 491-493 - PDF

A Biblioteca de Rushdoony

November 16th, 2008 by Felipe Sabino

Visitei recentemente a gigantesca biblioteca pessoal de Rushdoony. Mark Rushdoony e eu estávamos acompanhando uma equipe que estava filmando um documentário que incluía uma análise de R. J. Rushdoony, Chalcedon, e a Reconstrução Cristã. Aproveitei o momento para tirar umas poucas fotos, a fim de fornecer-lhes uma pequena perspectiva do tamanho do estudo de Rush. Aqui está uma foto de Mark na biblioteca.


Não há como tirar uma foto ampla, de forma que fotografei cada uma das cinco longas fileiras de estantes, e juntei-as para transmitir a amplitude e profundidade de sua coleção pessoal. Tenham em mente que havia grandes prateleiras ao longo de toda a parede de trás no final das estantes, e mais prateleiras atrás de onde eu fiquei para tirar as fotos. Inacreditável!

Quando estava entre as prateleiras, disse a Mark que desejava tirar uma foto do interior de um livro para mostrar a vocês algo da indexação pessoal de Rush. Mark disse: “Bem, basta olharmos.” O primeiro volume que ele pegou estava sublinhado e indexado. Será que eu esperava algo menos?

Esse livro particular mostra o índice pessoal de Rush, e o que você não pode ver é que ele geralmente escrevia a data e o local da leitura. Nesse exemplo o livro foi lido em Santa Cruz (Califórnia), em 1961.

Rushdoony tinha lido a maioria dos livros nesta biblioteca. Ele então escreveu mais de 50 livros e monógrafos - vários dos livros sendo enormes.

Esse é o motivo de eu sempre ficar impressionando com o desrespeito absoluto mostrado a esse incansável estudioso. Concorde ou não, você precisa mostrar respeito pela sua obra ética. Ele tinha um intelecto gigante, uma memória impressionante, capacidades de escrita impecáveis e uma incrível perspicácia analítica. Os críticos rejeitam-no nos termos mais duros, todavia, ele poderia facilmente destruir as suas considerações mais complexas. É preciso mais que um “observador da teocracia” ou um blogueiro crítico liberal para contender com a obra prolífica de R. J. Rushdoony. Mas eles continuam tentando…

Chris Ortiz (18/03/2006)

Traduzido por Felipe Sabino de Araújo Neto

Sermon Audio

October 18th, 2008 by Felipe Sabino

Caro visitante,

Se você consegue entender o inglês falado, eis alguns links onde você pode ouvir sermões e palestras excelentes, sobre diversos assuntos e passagens bíblicas:

Kenneth Gentry

Dr. Michael Barrett

William O. Einwechter

Douglas Shivers (excelente série sobre Apocalipse)

Dr. Philip Ryken

John W. Robbins

John MacArthur

John Piper

Dr. Joel Beeke

Dr. Richard Bacon

Dr. R. C. Sproul

Gary DeMar

Brian Schwertley

Joe Morecraft III

Dr. Gerard Van Groningen

Francis Nigel Lee

Paul Washer (disponíveis sermões em espanhol também)

Pretendo atualizar essa lista com freqüência, à medida que descubra novos preletores decentes (há muito lixo no “sermonaudio”).

Um abraço,
Felipe Sabino

Pentecostalismo

August 27th, 2008 by Felipe Sabino

Pentecostalismo

Charles Spurgeon sobre Chorar por Jesus

August 23rd, 2008 by Felipe Sabino

Muitas pessoas reagem ao filme A paixão de Cristo com choro e prantos, diante do sofrimento de Jesus. Billy Graham chorou, o papa chorou; bem, quase todo mundo chorou em face do sofrimento de Jesus.

Isso não é algo novo. Quando Jesus encaminhava-se para a cruz, “seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e lamentavam” (Lc 23.27). Como Cristo reagiu a isso? Será que ele encorajou esse ato como sendo demonstração de genuína piedade? “Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!”

Spurgeon falou sobre os prantos por Jesus, ao pregar sobre Lucas 23.27-31:

“Você não deve chorar tanto porque Jesus morreu, mas porque seus pecados fizeram com que fosse necessário que ele morresse. Você não precisa prantear pela crucificação, mas porque as suas transgressões e seus pecados prenderam o Redentor no maldito madeiro. Chorar pela morte do Salvador é lamentar a redenção; seria mais sábio lamentar por uma doença. Chorar pela morte do Salvador é molhar a faca de um cirurgião com lágrimas; seria melhor lamentar pela disseminação dos pólipos que aquela faca deve cortar. Chorar pela morte de Jesus enquanto ele vai para a cruz é lamentar por aquilo que deveria ser o maior motivo de alegria que os céus e a terra já conheceram; suas lágrimas não são tão necessárias ali; elas não são naturais. Um pouco de sabedoria te fará trocar esse choro por brados de alegria por sua vitória sobre a morte. Se nós devemos continuar com nossas tristes emoções, devemos, então, lamentar por termos quebrado a lei que Ele valorosamente validou; lamentemo-nos porque deveríamos ter suportado a pena que Ele, por nós, teve de suportar… Oh, irmãos e irmãs, esta é a razão pela qual nossas almas devem lamentar: porque quebramos a lei divina de tal forma que se tornou impossível a nossa salvação, exceto pelo sofrimento e pela morte de Cristo Jesus”.

Tradução: Daniel Leite Guanaes de Miranda

Fonte: http://www.cprf.co.uk/

Mil anos para o Senhor

August 16th, 2008 by Felipe Sabino

Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (2Pe. 3:8)

A linguagem é uma citação poética do Salmo 90:4, e é aduzida para mostrar que o lapso de tempo não invalida as promessas de Deus… Mas isso é muito diferente de dizer que quando o Deus eterno promete algo brevemente, e declara que tal coisa está às portas, ele pode querer dizer que seja uns mil anos no futuro. Seja o que for que ele tenha prometido indefinidamente pode levar mil anos ou mais para se cumprir; mas o que ele afirma estar próximo, que nenhum homem afirme estar longe.

Fonte: Milton Terry, Biblical Hermeneutics (Grand Rapids: Zondervan, 1974), 406.

Não quero mais livros em português!!!

June 12th, 2008 by Felipe Sabino

Decidi há algum tempo não comprar mais livros em português. O motivo? Os originais, mesmo considerando o frete dos USA, são bem mais baratos e com um acabamento muito melhor.

Por exemplo, confira os preços (e o número de páginas) dos novos comentários da Editora que alega estar há “sessenta anos contribuindo para reformar a igreja no Brasil por meio da literatura”:

Comentário do A. T. – Rute
416 páginas
R$ 68,00

Comentário do A. T. – Amós
432 páginas
R$ 69,00

Comentário do A. T. - 1°, 2° Crônicas
704 páginas
R$ 99,00

Outro exemplo: nessa mesma Editora, se alguém for comprar a coletânea de Comentários do Novo Testamento de William Hendriksen e Simon Kistemaker, terá que desembolsar R$ 1.369,00.

A mesma coletânea, no original, é vendida por menos de R$ 200,00 (U$ 99.99). A diferença é absurda!

Mesmo adicionando o frete total para o Brasil, no valor de U$ 85,00 (U$ 35,00 de frete + 50,00 adicionais por causa do peso), teremos U$ 184,99 no total, ou seja, em torno de R$ 315,00. A diferença continua brutal, mesmo considerando o frete internacional e não incluindo o frete da Editora que vende os livros em português (que com certeza será absurdo!).

Que reforma é essa, se o povo não pode comprar os livros? Com certeza essa Editora tem tudo para contribuir para a reforma da religião em nosso país, mas só irá fazê-lo quando os seus excelentes livros puderem chegar nas mãos dos “mortais”.

===

OUTROS EXEMPLOS DE PREÇOS ABSURDOS (observe o número de páginas!):

Introdução à Sintaxe do Hebraico Bíblico
Autores: Bruce K. Waltke e M. O´Connor
766 páginas
R$ 239,00

Dicionário de Ética Cristã
Autor: Carl F. H. Henry (Organizador)
308 páginas
R$ 96,00

Criação e Consumação - Vol 2
Autor: Gerard Van Groningen
592 páginas
R$ 96,00

A Humilhação do redentor: encarnação e sofrimento
Autor: Heber Carlos de Campos
576 páginas
R$ 83,00

Pregando Cristo a partir do Antigo Testamento
Autor: Sidney Greidanus
432 páginas
R$ 75,00

Dor na Alma
Autores: Gavin Levi Aitken e Eleny Vassão de Paula Aitken
152 páginas
R$ 52,00

Harmonia das Confissões Reformadas
Autores: Joel R. Beeke e Sinclair B. Ferguson
242 páginas
R$ 58,00







				

Fotos de Rushdoony

May 22nd, 2008 by Felipe Sabino

Van Til e R. J. Rushdoony

==

Rousas John Rushdoony

==

Rousas John Rushdoony

==

Rushdoony em sua juventude posando de índio

==

Rushdoony sempre foi um leitor e escritor diligente

==

Rushdoony em 1974

==

Rushdoony em sua biblioteca com Samuel L. Blumenfeld

==

Rushdoony gravando um episódio de Easy Chair

==

Rushdoony numa conferência em Seatle, na década de 1980

==

Rushdoony influenciou grandemente a política cristã

==

Rushdoony durante seus anos como pastor em Santa Cruz (Califórnia)

==

Em sua biblioteca em Vallecito (CA)

==

Sobre Rushdoony:

Preservando a Mensagem de R. J. Rushdoony

Dooyeweerd e Rushdoony

O Impacto de Rushdoony sobre a Escatologia

Como a Visão de Rushdoony sobre Economia Poderia Mudar o Mundo

Livros, o Tesouro do Meu Pai 

« Previous Entries